segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cinco minutos de “verde” por dia podem melhorar a saúde mental

Caminando-por-parque
Foto: ©Eryoni

O senso comum diz que fazer atividades ao ar livre faz bem para a saúde. No entanto, até hoje não se sabia exatamente em que consiste esta relação ou de que forma o contato com o verde oferece benefícios.

Agora, um novo estudo da Universidade de Essex, na Inglaterra, começa a abordar estas questões. Ele conclui que a conexão com a natureza pode ser uma terapia infalível para melhorar a saúde mental.


Os resultados do estudo, publicado no começo de maio, indicam que atividades ao ar livre como caminhar, cuidar do jardim, andar de bicicleta ou passear por uma praça, para citar apenas algumas, podem melhorar o humor, a auto-estima e a saúde mental. E são necessários apenas cinco minutos destas atividades por dia.

Segundo artigo publicado no site da universidade, outros estudos de diferentes pesquisadores haviam confirmado que existem uma relação entre a natureza, fazer exercícios em áreas verdes e benefícios à saúde. Mas é a primeira vez que se pôde determinar quanto tempo é preciso passar junto à natureza para que se comece a notar a mudança: apenas cinco minutos.

A pesquisa foi realizada por Jo Barton e Jules Pretty, por meio de análises dos perfis de 1252 pessoas de diferentes idades, sexos e estados de saúde mental, compilados em dez estudos prévios feitos no Reino Unido. A conclusão: as atividades feitas ao ar livre, em espaços naturais, geravam melhoras na saúde física e mental dos entrevistados, e os benefícios eram ainda maiores se houvesse água nestes espaços.

Levando em conta esta informação, os pesquisadores sugerem que a conexão com a natureza deveria ser promovida pelo Estado, que os exercícios ao ar livre deveriam ser desenvolvidos com fins terapêuticos, que os edifícios e casas deveriam ser projetados para ampliar o acesso a espaços verdes e que as atividades ao ar livre deveriam ser incluídas na educação infantil.

"Acreditamos que haveria um grande benefício potencial para indivíduos, a sociedade e os custos do serviço de saúde se as pessoas se ‘auto-medicassem’ com mais exercícios verdes ", destacou Barton no Environmental Science & Technology Journal.

A solução prática para a população em geral? Uma caminhada de pelo menos cinco minutos em áreas verdes. Que tal experimentar durante uma semana para perceber as mudanças?

Fonte: http://blogs.discoverybrasil.com/descubra-o-verde/2010/05/cinco-minutos-de-verde-por-dia-podem-melhorar-a-sa%C3%BAde-mental.html


Hábitos de consumo da sociedade interferem na gestão dos resíduos sólidos

27/05/2010

O secretário do Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério, disse, nesta quarta-feira (26/5), no Rio de Janeiro, que é preciso a conscientização da população para a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que está para ser votada no Senado Federal. Para Silvério, com a sociedade envolvida fica mais fácil de fazer a destinação adequada do lixo.

"Se a população não fizer sua parte, se o cidadão não mudar seus hábitos de consumo, terá problemas ao longo do tempo", ressaltou o secretário, lembrando que a política estabelece responsabilidades compartilhadas para a destinação do lixo.

Silvério participou da abertura do 6º Rio Ambiente e 1º Seminário Internacional de Tecnologia e Gestão de Resíduos Sólidos, eventos que discutem, até sexta-feira (28), propostas para a gestão dos resíduos sólidos e soluções concretas já implantadas com sucesso em outros países. Ele apresentou os princípios e desafios da política, falou sobre lixo eletrônico e explicou o processo de logística reversa.

Com essa logística, o Brasil passará a ter mais reciclagem. O produto sem utilidade para o consumidor volta para o fabricante, fazendo a desmontagem das peças e destinando cada material para serem recicladas.

Em 2009, foram gerados mais de 57 milhões de toneladas de resíduos sólidos no Brasil. Isso representa um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior, segundo dados da publicação "Panorama dos Resíduos Sólidos 2009", lançada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais.

Apesar de ter sido constatada uma evolução na adequação da destinação de resíduos sólidos de 2008 para 2009, no cenário atual quase metade das 22 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil ainda são dispostos de forma inadequada, em aterros controlados ou lixões, que não garantem a devida proteção ambiental, revela o estudo.

O Rio Ambiente é voltado para profissionais das áreas de Ecologia e Meio Ambiente e para prestadores de serviços. O objetivo é promover a discussão sobre conjunto de alternativas e soluções para a gestão de resíduos sólidos.
Fonte: http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=ascom.noticiaMMA&idEstrutura=8&codigo=5829

10 maiores descobertas de 2009

Alastair Robinson (University of Cambridge) (BBC Brasil)

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A planta carnívora Nepernthes attenboroughii é uma das maiores conhecidas, com uma 'armadilha' do tamanho de uma bola de futebol americano. Ambientalistas temem que ela esteja em risco de extinção

K.J. Osborn (BBC Brasil)

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O verme'bombardeiro' Swima bombiviridis vive no fundo do mar e lança 'bombas' que, durante segundos, iluminam o ambiente. A característica é vista como um mecanismo de defesa.

Claude Marcel Hladik - Museu Nacional de História Natural (BBC Brasil)

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O inhame 'bizarro' Dioscorea orangeana é uma nova espécie comestível encontrada em Madagascar, mas os cientistas temem que esteja em risco de extinção, já que é amplamente consumido e cresce em um habitat desprotegido.

Cornelis Swennen - Prince of Songkla University (BBC Brasil)

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A descoberta da lesma comedora de insetos Aiteng ater resultou na criação de uma nova família de lesmas, a Aitengidae.

David Hall/seaphotos.com (BBC Brasil)

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O peixe-sapo Histiophryne psychedelica descoberto na Indonésia chama a atenção por seu desenho 'psicodélico' e por ser o único entre os peixe-sapos a ter o rosto plano.

A aranha Nephila komaci é a primeira espécie de Nephila a ser descrita desde 1879 e a maior já encontrada. A fêmea é mais de quatro vezes maior do que o macho.

Brian A. Perry - Universidade do Hawaii at Hilo (BBC Brasil)

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O cogumelo 'fálico' Phallus drewesii, de duas polegadas, foi batizado em homenagem ao cientista Robert Drewes, da Universidade da Califórnia, que passou mais de 30 anos pesquisando novas espécies na África.

Ralf Britz - Departamento de Zoologia, Museu de História Natural, Londres (BBC Brasil)

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Os machos do peixe-drácula Danionella Dracula tem dentes 'caninos' para lutar contra outros machos. Este é o primeiro registro de dentes como este encontrado na Cyprinidae, a maior família de peixes de água doce.

O peixe elétrico Gymnotus omarorum já era explorado e usado há décadas como 'modelo de espécie para se entender a fisiologia de um órgão elétrico e a eletro-comunicação', mas era conhecido, erroneamente, por outro nome. Ele mostra o quão pouco sabemos sobre a biodiversidade.

Jean Vacelet - CNRS-Université de la Méditerranée (BBC Brasil)

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O cientista que nomeou a esponja 'assassina' Meliiderma turbiformis afirma que há grande variedade de esponjas carnívoras no fundo do oceano, especialmente no Pacífico, onde a maioria das espécies ainda não foi descrita.

Fonte:http://verde.br.msn.com/galeria-de-fotos.aspx?cp-documentid=24368413&page=1

terça-feira, 25 de maio de 2010

A Importância das Plantas


As plantas tem muito mais valor do que normalmente costumamos dar.

As plantas não nos fornecem apenas oxigénio e são bonitas, elas são muito mais do que isso.

As plantas permitem a existência de grande parte dos seres vivos, inclusive nós.

Vou enumerar algumas das características que fazem das plantas um dos seres vivos mais excepcionais da Terra.

- Transformam o Dióxido de Carbono (CO2) em Oxigénio (O2)

- Fazem sombra (muito bom principalmente naqueles dias mais quentes).

- São o habitat de grande parte dos seres vivos.

- São o alimento de muitos seres vivos que nos comemos.

- Absorvem grandes quantidades de água das chuvas impedindo cheias.
(Uma árvore adulta pode absorver do solo até 250L de água por dia).

- Absorvem grandes quantidades de água das chuvas impedindo o arraste de sais minerais e outras substâncias da terra que permitem o crescimento das plantas e impedindo que o local em si se torne num deserto.

- Uma árvore isolada pode transpirar, em média, 400L de água por dia, produzindo um efeito refrescante equivalente a 5 ar - condicionados com capacidade de 2.500 kcal cada, a funcionar 20 horas por dia. Este vapor mistura-se com as partículas de poluição do ar, e quando se acumulam em nuvens, caem em forma de chuva Portanto, as árvores ajudam a retirar poluentes do ar!

- Dão-nos frutos e vegetais para comer. As florestas jovens, para poder crescer, libertam muito mais oxigénio do que dióxido de carbono. Isso significa que plantar uma árvore é produzir oxigénio.

- Muitas plantas têm fins medicinais, que muito provavelmente lhe salvaram a sua vida ou a dos seus ancestrais.

- Muitas são boas para fazer aquele chá que nos fazem tão bem.

- Transmitem alegria com as suas cores.

- Embelezam os locais onde estiverem.

- As árvores formam uma parede que impede a propagação do ruído.

- Algumas plantas liberam uma fragrância muito agradável.

- Transmitem paz e bem-estar.

Por isso pense muito bem antes de destruir e queimar seja que planta for.

Pense bem…muito bem…

Já agora por curiosidade as plantas que mais fornecem oxigénio são as algas marinhas.

Não seja apenas um homo tecnológicus mas um homo tecnoecológicus.

Fonte: http://simbiosedepazverdadenaterra.blogs.sapo.pt/4562.html

Alerta para espécies exóticas

MEIO AMBIENTE (30/11/2009)
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MARCELO FREIRE, biólogo, mostra o risco de introdução de espécies vegetais trazidas de outras regiões para o Ceará. O nim-indiano, muito utilizado em projetos paisagísticos, está sendo cultivado sem controle, em detrimento da flora nativa
CID BARBOSA


A introdução de espécies exóticas é, atualmente, a segunda principal causa de perda de biodiversidade global

Crescer e multiplicar. Ao longo do tempo, diversas espécies desenvolvem mecanismos para se perpetuar em regiões distantes e o próprio ser humano acaba sendo um importante vetor para atravessar barreiras geográficas. Mas quando esse transporte de animais e plantas se torna desenfreado a ponto de atropelar o processo natural, gera-se um dos principais problemas ambientais da atualidade: a proliferação de espécies exóticas, que na ausência de predadores naturais pode se tornar uma verdadeira praga, comprometendo o equilíbrio natural e até ocasionando prejuízos econômicos para o ser humano.

De acordo com o biólogo cearense Marcelo Freire Moro, doutorando em Biologia Vegetal pela Universidade de Campinas (Unicamp), a introdução de espécies exóticas é, atualmente, a segunda principal causa de perda de biodiversidade global, vindo depois da destruição de ecossistemas por meio do desmatamento, poluição etc.

"Nem todas as espécies introduzidas geram problemas. Qualquer espécie que chega de fora de uma região é exótica, mas ela só gera problemas caso se torne invasora, ou seja, caso comece a se espalhar sem controle. Antes de se fazer a introdução de uma planta ou animal em um novo local, existem protocolos de biossegurança para se avaliar qual o risco da espécie se tornar invasora", afirma o biólogo.

O problema, de acordo com ele, é que por motivações que vão desde pressões políticas para cultivar uma espécie com interesse econômico imediato, modismos em relação a plantas ornamentais ou bichos de estimação até a introdução clandestina ou mesmo acidental, estas espécies podem invadir ambientes naturais, prejudicando os exemplares nativos.

Nim-indiano
No Ceará, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Horus, foram detectadas 34 espécies exóticas. Dessas, segundo Marcelo Moro, as que vem causando problemas mais evidentes são o escargot africano (Acatina fulica), o arbusto viuvinha (Cryptostegia grandiflora), a leucena (Leucaena leucocephala) e a azeitona-roxa (Syzygium cumini).

Outra espécie que vem sendo observada com atenção é o nim-indiano (Azadirachta indica), muito usada para fins ornamentais e por conta de seu potencial para produzir um inseticida natural. Na opinião do biólogo, a forma indiscriminada como estas plantas são utilizadas pode fazer com que a diversidade das espécies nativas fique desconhecida para os cearenses.

"No livro ´Monoculturas da Mente´, Vandana Shiva lamenta que, na Índia, onde o nim é nativo, as pessoas estejam cegamente plantando árvores de outros países, enquanto ignoram a biodiversidade nativa de lá. Aqui cometemos o mesmo erro: ignoramos as nossas plantas e só cultivamos o que vem de fora. Vandana Shiva provavelmente lamentaria se soubesse que expulsamos as plantas nativas do Ceará das nossas cidades e fomos buscar na Índia plantas totalmente estranhas para cultivarmos", alerta ele.

Com o desenvolvimento de meios de transporte mais modernos e capazes de estar em diferentes continentes, aumenta o potencial de levar espécies exóticas de um lugar para outro. Segundo a professora Helena Matthews-Cascon, doutora em Zoologia pela Universidade de New Hampshire, o trânsito de navios e plataformas de petróleo pelo litoral favorece este intercâmbio, o que pode trazer graves prejuízos para o equilíbrio marinho.

As espécies podem se incrustar no casco de navios ou numa plataforma, sendo levadas para ambientes onde proliferam pela ausência de predadores naturais. Também há o caso delas serem transportadas por meio da água de lastro, que é armazenada em tanques nos porões dos navios, com o objetivo de dar estabilidade às embarcações quando elas estão navegando sem carga.

"Quando esta água é captada no litoral, pode vir carregada de espécies, e quando o navio atraca no destino, a água de lastro é despejada e, junto com ela, traz estas espécies indesejáveis. Há legislações que determinam que a captação e o despejo sejam feitos em alto mar, mas muitas vezes isso pode ser perigoso pelo risco do navio virar".

A professora participa de uma equipe que monitora o aparecimento de espécies exóticas em áreas portuárias. O projeto envolve pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade de São Paulo (USP), por meio do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad). "Fazemos o monitoramento na praia e na área portuária, mas o ideal seria se tivéssemos acesso ao local onde fica armazenada a água de lastro, mas é difícil conseguirmos permissão para entrar", diz Helena Cascon.

No litoral cearense, os pesquisadores já identificaram três espécies exóticas: uma concha bivalve oriunda do Caribe, de nome científico Isognomon bicolor, uma espécie de siri do Pacífico (Charybdis helleri) e o Phragmatopoma sp., um polychaeta (lê-se poliqueta) que constrói tubos de areia na praia, de origem desconhecida. Apesar de ainda não ter sido detectados problemas ambientais por aqui, há registros de desequilíbrios em outras regiões do País.

Opinião do especialista
Ser humano mudou 60% da caatinga


A caatinga é uma vegetação adaptada à seca, espinhosa e que perde suas folhas periodicamente. Por muito tempo, foi o bioma brasileiro menos estudado ecologicamente. Talvez, por conta de sua aparência inóspita e a falsa impressão de baixa riqueza biológica. Contudo, atualmente, vem sendo valorizados sua biodiversidade e serviços. Logo, diferentes frentes de investigação surgiram e, rapidamente, produziu-se um diagnóstico, nada agradável, sobre a integridade da biodiversidade. Constatou-se que uma enorme área da mata branca, acima de 60%, já havia sido alterada pelo homem, produto de anos de destruição de habitats, extração excessiva, poluição, fragmentação da paisagem e contaminação biológica. Contaminação biológica é a introdução e adaptação de espécies exóticas num dado lugar. O agente envolvido nesse processo é chamado de bioinvasor, que pode ocupar o espaço de uma espécie nativa e levá-la à extinção; pode quebrar vários processos ecológicos estáveis como cadeia alimentar, polinização, controle biológico etc.; e criar novas paisagens. Os desdobramentos dessas ações podem enfraquecer o desenvolvimento futuro de produtos na área agrícola, médica e industrial, gerando grande impacto econômico e social para a área atingida. As plantas estrangeiras se tornaram tão familiares entre nós, que a olhamos como plantas nativas. Essas plantas nos alimentam e nos alegram com a beleza apresentada, no entanto, algumas delas estão invadindo sutilmente nossas paisagens naturais e levando a significativas transformações.

Arnóbio Cavalcante
Pesquisador do Ministério da Ciência e Tecnologia

Mais informações
Departamento de Biologia da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Campus do Pici, Bloco 906
(85) 3366.9810


KAROLINE VIANA
Repórter
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=698997

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Esperança nas zonas mortas do oceano: descoberto animal que vive sem oxigênio

04/14/2010


Animal-anoxico
Imagem de uma das novas criaturas. ©BMC Biology.

Em diferentes áreas do oceano existem “zonas mortas”: águas com pouco ou nenhum teor de oxigênio, onde é impossível o desenvolvimento da vida marinha. Estas zonas podem existir por causas naturais ou antropogênicas, mas são perigosas por atentar contra a saúde dos oceanos, vitais para o planeta.

No entanto, uma nova descoberta pode significar que ainda há esperança para estas áreas. Cientistas da Universidade Politécnica Marche em Ancona, na Itália, encontraram três novas espécies de criaturas marinhas que podem sobreviver e se reproduzir sem oxigênio.



A descoberta ocorreu nas profundezas do mar Mediterrâneo, cerca de 200 quilômetros a oeste de Creta (Grécia), resultado de três expedições que pesquisaram a região ao longo de uma década, segundo informa a BBC britânica.

As novas criaturas medem menos de um milímetro e possuem um invólucro protetor. Uma delas recebeu o nome científico de Spinoloricus Cinzia e as demais, ainda não batizadas oficialmente, mas estão sendo chamadas de Rugiloricus e Pliciloricus. Duas delas continham ovos.

Os cientistas não puderam remover os animais com vida, mas cultivaram os ovos dentro do barco e comprovaram que eles podiam viver em condições anóxicas (sem O2).

Até o momento, acreditava-se que apenas as bactérias poderiam viver sem oxigênio, já que os corpos de animais multicelulares encontrados nas zonas mortas teriam, supostamente, chegado até elas de regiões vivas adjacentes.

A descoberta é muito importante por reacender uma questão fascinante: até onde os animais conseguem se adaptar a condições extremas? Segundo alguns cientistas consultados pela BBC, estas criaturas poderiam ajudar a descobrir se é possível existir vida sem oxigênio em outros planetas.

Resumo do estudo em BioMedCentral.com

Fonte: http://blogs.discoverybrasil.com/descubra-o-verde/2010/04/esperan%C3%A7a-nas-zonas-mortas-do-oceano-descoberto-animal-que-vive-sem-oxig%C3%AAnio.html#more

'Meio mundo pode ficar inóspito com mudança climática', diz estudo

Por BBC, BBC Brasil, Última atualização: 12/5/2010 11:53

'Meio mundo pode ficar inóspito com mudança climática', diz estudo

"Deserto"

O aquecimento global pode deixar até metade do planeta inabitável nos próximos três séculos, de acordo com um estudo das universidades de New South Wales, na Austrália, e de Purdue, nos Estados Unidos, que leva em conta os piores cenários de modelos climáticos.

O estudo, publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, afirma ainda que, embora seja improvável que isso aconteça ainda neste século, é possível que já no próximo, várias regiões estejam sob calor intolerável para humanos e outros mamíferos.

"Descobrimos que um aquecimento médio de 7ºC causaria algumas regiões a ultrapassar o limite do termômetro úmido (equivalente à sensação do vento sobre a pele molhada, e um aquecimento médio de 12ºC deixaria metade da população mundial em um ambiente inabitável", afirmou Peter Huber, da universidade de Purdue.

Os cientistas argumentam que ao calcular os riscos das emissões de gases atuais, é preciso que se leve em conta os piores cenários (como os previstos no estudo).

'Roleta russa'

Quando o professor Huber fala em um aquecimento médio de 12ºC, isso significaria aumentos de até 35ºC no termômetro úmido nas regiões mais quentes do planeta.

Atualmente, segundo o estudo, as temperaturas mais altas nesta medida nunca ultrapassam 30ºC. A partir de 35ºC no termômetro úmido, o corpo humano só suportaria algumas horas antes de entrar em hipertermia (sobre-aquecimento).

Huber compara a escolha a um jogo de roleta russa, em que "às vezes o risco é alto demais, mesmo se existe apenas uma pequena chance de perder".

O estudo também ressalta que o calor já é uma das principais causas de morte por fenômenos naturais e que muitos acreditam, erroneamente, que a humanidade pode simplesmente se adaptar a temperaturas mais altas.

"Mas quando se mede em termos de picos de estresse incluindo umidade, isso se torna falso", afirmou o professor Steven Sherwood, da universidade de New South Wales.

Calcula-se que um aumento de apenas 4ºC medidos por um termômetro úmido já levaria metade da população mundial a enfrentar um calor equivalente a máximas registradas em poucos locais atualmente.

Os autores também afirmam que um aquecimento de 12ºC é possível através da manutenção da queima de combustíveis fósseis.

"Uma implicação disso é que cálculos recentes do custo das mudanças climáticas sem mitigação (medidas para combatê-las) são baixos demais."

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Fonte: http://verde.br.msn.com/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=24216471