9/3/2011
Aberta há 15 dias, a fábrica teve investimento de R$ 14 mil e envolve beneficiários do programa Bolsa Família
Crateús. Preservar o meio ambiente e gerar renda. Estas são as finalidades da Fábrica de Vassouras Ecológicas, feitas de garrafas pet, cujo funcionamento iniciou há quinze dias. A ação pode parecer simples, mas representa o início de um vantajoso trabalho para o meio ambiente e para famílias assistidas pelo Programa Bolsa Família. Foram investidos na unidade R$ 14 mil, com recursos oriundos do programa federal, e começou com material suficiente para a produção de cem vassouras.
"Já estamos recebendo mais matéria-prima, como a madeira para o cabo e o suporte da vassoura, que ainda não estamos preparando totalmente aqui, pois o material inicial já transformamos", afirma Wanderley Marques, coordenador de meio ambiente da Secretaria Municipal de Agricultura. A Secretaria realiza o projeto a Secretaria Municipal de Assistência Social.
A meta do projeto é trabalhar com dez pessoas e produzir em média 120 vassouras ecológicas por semana. Por enquanto, seis pessoas, todas beneficiárias do Bolsa Família e maiores de 18 anos - um requisito do Programa - estão atuando na fábrica.
Eles foram capacitados e receberão toda a renda com a venda das vassouras. "A comercialização é responsabilidade nossa e eles já estão trabalhando para atender várias encomendas", informa Marques, ressaltando que contatos estão sendo feitos também com a rede municipal de educação e com a empresa responsável pela limpeza pública, para firmar parcerias e negócios acerca do produto.
Para Francisca Robênia, que está trabalhando na fábrica, cuidar do meio ambiente e aliar renda é gratificante. "Penso no que vou ganhar com a produção e venda, mas o que me veio primeiro ao pensamento foi que reciclar essas garrafas é contribuir com o meio ambiente e também diminuir a dengue, porque são menos garrafas nas ruas acumulando água, impedindo o aparecimento de mais mosquitos", reflete. A nova operária reside no Conjunto Santa Terezinha, bairro Planaltina.
Valter Aurélio também reside no mesmo bairro e há uma semana veio trabalhar na produção de vassouras. Estava desempregado desde o fechamento de uma fábrica de calçados que atuou na cidade, desativada há mais de três anos. Aguarda obtenção de renda com a nova atividade. "Estou gostando e aprendendo a fazer as vassouras. Espero um ganho razoável", afirma.
Produção
Para se transformar em vassoura, a garrafa passa por várias fases. Todo o processo é artesanal, com máquinas e furadeiras. Primeiro a garrafa é lavada. Daí começa o processo de reciclagem, quando a garrafa é desfiletada, ou seja, transformada em fio. Nessa fase sobram a base, o gogó e a tampa, que segundo o coordenador são armazenados e comercializados.
A antiga garrafa, agora transformada em fio, é enrolada em um bastidor de madeira. A segunda fase do processo consta de aquecimento do fio no forno, para que o fio ganhe maior resistência. Daí os fios são separados em blocos e, por último, colocados no suporte de madeira e cabo, que foram anteriormente preparados nas furadeiras.
Troca por muda
As vassouras ecológicas são sendo fabricadas em dois tamanhos, 24cm e 40cm, e comercializadas a R$ 4,00 e R$ 6,00, respectivamente. Para vendas em grande quantidade, esses valores podem ser reduzidos. Informa, também, que a população pode colaborar com a doação de garrafas pet, principal matéria-prima das vassouras. Para isso, basta manter contato com a Secretaria Municipal de Agricultura. Quem doar acima de dez garrafas recebe uma muda de planta.
MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Agricultura de Crateús: (88) 3691.2127 / 9244.1230
Fábrica de Vassouras fica no Centro de Treinamento Dom Antônio Fragoso
SILVANIA CLAUDINO
REPÓRTER
Postado dia 09/03/2011 pelo Prof. Clairton Freitas
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Homem pode ser causa de extinção em massa
Nos próximos séculos, ameaça se consumar a sexta extinção em massa da história da Terra.
A raça humana pode ser causa da sexta onda de extinções em massa na Terra, de acordo com um estudo divulgado nesta pela revista Nature.
Ao longo dos últimos 540 milhões de anos, cinco extinções em massa de espécies foram causadas por fenômenos naturais.
As novas ameaças, entretanto, são fruto da ação humana: a redução dos habitats, a caça e pesca excessivas, a disseminação de germes e vírus, a introdução de espécies e as mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases causadores do efeito estufa.
Evidências coletadas em fósseis sugerem que, nas cinco grandes extinções anteriores, 75% de todas as espécies animais simplesmente desapareceram.
Paleobiólogos da Universidade da Califórnia estudaram a situação da biodiversidade nos dias de hoje, utilizando como barômetro as espécies de mamíferos.
Até a grande expansão da humanidade, há cerca de 500 anos, a extinção de mamíferos era muito rara: em média, apenas duas espécies pereciam a cada milhão de anos.
Nos últimos cinco séculos, entretanto, pelo menos 80 das 5.570 espécies conhecidas de mamíferos foram extintas, um claro sinal de alarme para os riscos à biodiversidade.
“Parece que os níveis modernos de extinção se assemelham ao patamar registrado pelas extinções em massa, mesmo depois do nível mínimo para definir uma extinção em massa ter sido ampliado”, disse o pesquisador Anthony Barnosky.
O cenário torna-se ainda mais assustador com a quantidade de mamíferos incluídos nas categorias “risco crítico” e “ameaça” da Lista Vermelha da biodiversidade, atualizada pela União Internacional pela Preservação da Natureza.
Na hipótese de todas estas espécies terminarem extintas sem que a redução da biodiversidade seja combatida, “a sexta extinção em massa pode chegar dentro de pouco tempo, daqui a entre três e 22 séculos”, afirmou Barnosky. (das agências de notícia)
Quando
ENTENDA A NOTÍCIA
Comparada às outras cinco grandes, esta seria a mais rápida extinção em massa já documentada. Quatro destas ondas de extinção ocorreram num lapso estimado de centenas de milhares e até milhões de anos.
Postado no dia 08/02/2011 pelo Prof. Clairton Freitas.
Fonte:http://www.opovo.com.br/app/opovo/mundo/2011/03/05/noticamundojornal,2110312/homem-pode-ser-causa-de-extincao-em-massa.shtml
A raça humana pode ser causa da sexta onda de extinções em massa na Terra, de acordo com um estudo divulgado nesta pela revista Nature.
Ao longo dos últimos 540 milhões de anos, cinco extinções em massa de espécies foram causadas por fenômenos naturais.
As novas ameaças, entretanto, são fruto da ação humana: a redução dos habitats, a caça e pesca excessivas, a disseminação de germes e vírus, a introdução de espécies e as mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases causadores do efeito estufa.
Evidências coletadas em fósseis sugerem que, nas cinco grandes extinções anteriores, 75% de todas as espécies animais simplesmente desapareceram.
Paleobiólogos da Universidade da Califórnia estudaram a situação da biodiversidade nos dias de hoje, utilizando como barômetro as espécies de mamíferos.
Até a grande expansão da humanidade, há cerca de 500 anos, a extinção de mamíferos era muito rara: em média, apenas duas espécies pereciam a cada milhão de anos.
Nos últimos cinco séculos, entretanto, pelo menos 80 das 5.570 espécies conhecidas de mamíferos foram extintas, um claro sinal de alarme para os riscos à biodiversidade.
“Parece que os níveis modernos de extinção se assemelham ao patamar registrado pelas extinções em massa, mesmo depois do nível mínimo para definir uma extinção em massa ter sido ampliado”, disse o pesquisador Anthony Barnosky.
O cenário torna-se ainda mais assustador com a quantidade de mamíferos incluídos nas categorias “risco crítico” e “ameaça” da Lista Vermelha da biodiversidade, atualizada pela União Internacional pela Preservação da Natureza.
Na hipótese de todas estas espécies terminarem extintas sem que a redução da biodiversidade seja combatida, “a sexta extinção em massa pode chegar dentro de pouco tempo, daqui a entre três e 22 séculos”, afirmou Barnosky. (das agências de notícia)
Quando
ENTENDA A NOTÍCIA
Comparada às outras cinco grandes, esta seria a mais rápida extinção em massa já documentada. Quatro destas ondas de extinção ocorreram num lapso estimado de centenas de milhares e até milhões de anos.
Postado no dia 08/02/2011 pelo Prof. Clairton Freitas.
Fonte:http://www.opovo.com.br/app/opovo/mundo/2011/03/05/noticamundojornal,2110312/homem-pode-ser-causa-de-extincao-em-massa.shtml
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Desmatamento aumenta 1.000%
24/2/2011
Dados divulgados por ONG confirmam alerta do Inpe de que a devastação está se agravando na floresta
Brasília. O desmatamento na Amazônia cresceu 1.000% em dezembro do ano passado em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados pela organização não-governamental Imazon ontem, e confirmam o alerta dado pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) de que a devastação está recrudescendo na floresta.
O município que mais desmatou em dezembro foi Porto Velho, com 39 Km². Segundo Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon, a causa mais provável são as hidrelétricas do Rio Madeira. Veríssimo diz que dezembro não foi o primeiro mês que a capital de Rondônia apareceu na liderança do desmatamento no último semestre.
"Não tem outra explicação que não sejam Jirau e Santo Antônio. Deveria ser uma área alvo de fiscalização", afirma Veríssimo.
De agosto a janeiro, o sistema de detecção de desmatamento via satélite do Imazon, o SAD, indicou um aumento de 3% no desmatamento (de 836 Km² para 858 Km²). A tendência é parecida com a dos dados divulgados no começo do mês pelo Inpe, cujo sistema Deter viu 10% de aumento no corte da floresta.
É a primeira vez em dois anos e meio que o desmatamento mostra uma tendência de alta. Também em linha com o Inpe, o Imazon afirma que Rondônia e o sul do Amazonas estão entre as áreas mais críticas. Em janeiro, segundo o Imazon, o município que mais desmatou foi Lábrea, no Amazonas, sede de outras duas obras de infraestrutura: as rodovias BR-319 e a Transamazônica, que está sendo pavimentada na região.
Segundo Veríssimo, neste ano a destruição voltou a subir em Mato Grosso, especialmente em municípios agrícolas do médio-norte como Nova Ubiratã e Gaúcha do Norte. O Pará, tradicional campeão de desmatamento, teve queda. "O Ministério Público do Pará tem focado muito na pecuária", diz o pesquisador, o que pode explicar a redução. Em dezembro, Rondônia contribuiu com 43% da área total desmatada na Amazônia Legal. Mato Grosso teve 31% e o Amazonas, 16%. Nos outros estados, o desmatamento foi proporcionalmente menor, ficando o Pará com 5%, o Acre com 4% e Tocantins com 1%. O desmatamento no Pará, no entanto, foi menor possivelmente devido à densa cobertura de nuvens.
O Imazon detectou ainda 541 km² de florestas degradadas (parcialmente destruídas) em dezembro e 376 km² em janeiro. Os números também são maiores em relação a um ano antes. A ONG estima que o carbono emitido pelo desmatamento no período de agosto de 2010 a janeiro de 2011 foi de 13,9 milhões de toneladas.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=939225
Dados divulgados por ONG confirmam alerta do Inpe de que a devastação está se agravando na floresta
Brasília. O desmatamento na Amazônia cresceu 1.000% em dezembro do ano passado em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados pela organização não-governamental Imazon ontem, e confirmam o alerta dado pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) de que a devastação está recrudescendo na floresta.
O município que mais desmatou em dezembro foi Porto Velho, com 39 Km². Segundo Adalberto Veríssimo, pesquisador do Imazon, a causa mais provável são as hidrelétricas do Rio Madeira. Veríssimo diz que dezembro não foi o primeiro mês que a capital de Rondônia apareceu na liderança do desmatamento no último semestre.
"Não tem outra explicação que não sejam Jirau e Santo Antônio. Deveria ser uma área alvo de fiscalização", afirma Veríssimo.
De agosto a janeiro, o sistema de detecção de desmatamento via satélite do Imazon, o SAD, indicou um aumento de 3% no desmatamento (de 836 Km² para 858 Km²). A tendência é parecida com a dos dados divulgados no começo do mês pelo Inpe, cujo sistema Deter viu 10% de aumento no corte da floresta.
É a primeira vez em dois anos e meio que o desmatamento mostra uma tendência de alta. Também em linha com o Inpe, o Imazon afirma que Rondônia e o sul do Amazonas estão entre as áreas mais críticas. Em janeiro, segundo o Imazon, o município que mais desmatou foi Lábrea, no Amazonas, sede de outras duas obras de infraestrutura: as rodovias BR-319 e a Transamazônica, que está sendo pavimentada na região.
Segundo Veríssimo, neste ano a destruição voltou a subir em Mato Grosso, especialmente em municípios agrícolas do médio-norte como Nova Ubiratã e Gaúcha do Norte. O Pará, tradicional campeão de desmatamento, teve queda. "O Ministério Público do Pará tem focado muito na pecuária", diz o pesquisador, o que pode explicar a redução. Em dezembro, Rondônia contribuiu com 43% da área total desmatada na Amazônia Legal. Mato Grosso teve 31% e o Amazonas, 16%. Nos outros estados, o desmatamento foi proporcionalmente menor, ficando o Pará com 5%, o Acre com 4% e Tocantins com 1%. O desmatamento no Pará, no entanto, foi menor possivelmente devido à densa cobertura de nuvens.
O Imazon detectou ainda 541 km² de florestas degradadas (parcialmente destruídas) em dezembro e 376 km² em janeiro. Os números também são maiores em relação a um ano antes. A ONG estima que o carbono emitido pelo desmatamento no período de agosto de 2010 a janeiro de 2011 foi de 13,9 milhões de toneladas.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=939225
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
ONU: desenvolver economia verde custa US$ 1,3 tri anual
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) afirmou nesta segunda-feira que são necessários US$ 1,3 trilhão por ano para transformar a economia mundial em uma economia verde, isto é, com baixos níveis de poluição ambiental e de consumo de recursos naturais. A quantia equivale a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) global e deveria ser destinada a dez setores estratégicos, como energia, transportes, construção e agricultura.
Economia verde
A recomendação faz parte do relatório "Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza", divulgado pelo Pnuma na abertura do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, que acontece em Nairóbi, no Quênia.
Na proposta apresentada, o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que a mudança no perfil econômico dos países terá a capacidade de elevar o crescimento da economia global a níveis maiores que os atuais, por meio da criação de empregos e diminuição de prejuízos por crises e falta de recursos.
Prioridades
Os setores prioritários para investimentos, segundo o Pnuma, são o de energia (US$ 360 bilhões), transportes (US$ 190 bilhões) e turismo (US$ 135 bilhões), por serem grandes responsáveis pela emissão de gases causadores do aquecimento global, além de consumir muitos recursos.
No caso dos transportes, por exemplo, o Pnuma lembra que os prejuízos com poluição do ar, acidentes e congestionamento podem atingir 10% do PIB de um país ou região afetados por esses problemas. O relatório aponta como saída os investimentos pesados em transportes públicos e o desenvolvimento de combustíveis e veículos menos poluentes.
Redução do petróleo
O documento, elaborado em colaboração com economistas e especialistas de todo o mundo, afirma que o investimento anual de US$ 190 bilhões até 2050 no setor de transportes pode reduzir a utilização de petróleo em 80% em relação à situação atual - elevando a taxa de emprego em 6%, sobretudo na expansão dos transportes públicos.
O estudo do Pnuma também procurou contrapor a ideia de que investimentos em sustentabilidade aumentam as despesas. O relatório cita como exemplo positivo o caso do Brasil, onde a reciclagem gera retornos de US$ 2 bilhões por ano, ao mesmo tempo em que evita a emissão de 10 milhões de toneladas de gases causadores do efeito estufa.
Subsídios
O Pnuma lembra que entre 1% e 2% do PIB global são destinados para subsídios considerados "insustentáveis", como o petróleo e outros combustíveis fósseis, que podem desaparecer no futuro. “A aplicação inadequada de capital está no centro dos atuais dilemas do mundo e há medidas rápidas que podem ser tomadas, começando hoje", afirmou Pavan Sukhdev, diretor da iniciativa Economia Verde, ao apresentar as propostas.
Responsabilidade dos governos locais
O estudo atribuiu aos governos locais a responsabilidade pelo desenvolvimento de políticas públicas inovadoras e capazes de viabilizar os investimentos. No entanto, o estudo sugere que a maior fatia dos recursos seja oriunda da iniciativa privada, e apenas complementada por montantes menores do dinheiro público.
"É evidente que devemos continuar a desenvolver e a fazer crescer as nossas economias. No entanto, esse desenvolvimento não pode acontecer à custa dos próprios sistemas de apoio à vida na terra, dos oceanos e da atmosfera que sustentam as nossas economias e, por conseguinte, as vidas de todos nós”, defendeu Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma.
Fonte:http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=312330&modulo=968
Economia verde
A recomendação faz parte do relatório "Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza", divulgado pelo Pnuma na abertura do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, que acontece em Nairóbi, no Quênia.
Na proposta apresentada, o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que a mudança no perfil econômico dos países terá a capacidade de elevar o crescimento da economia global a níveis maiores que os atuais, por meio da criação de empregos e diminuição de prejuízos por crises e falta de recursos.
Prioridades
Os setores prioritários para investimentos, segundo o Pnuma, são o de energia (US$ 360 bilhões), transportes (US$ 190 bilhões) e turismo (US$ 135 bilhões), por serem grandes responsáveis pela emissão de gases causadores do aquecimento global, além de consumir muitos recursos.
No caso dos transportes, por exemplo, o Pnuma lembra que os prejuízos com poluição do ar, acidentes e congestionamento podem atingir 10% do PIB de um país ou região afetados por esses problemas. O relatório aponta como saída os investimentos pesados em transportes públicos e o desenvolvimento de combustíveis e veículos menos poluentes.
Redução do petróleo
O documento, elaborado em colaboração com economistas e especialistas de todo o mundo, afirma que o investimento anual de US$ 190 bilhões até 2050 no setor de transportes pode reduzir a utilização de petróleo em 80% em relação à situação atual - elevando a taxa de emprego em 6%, sobretudo na expansão dos transportes públicos.
O estudo do Pnuma também procurou contrapor a ideia de que investimentos em sustentabilidade aumentam as despesas. O relatório cita como exemplo positivo o caso do Brasil, onde a reciclagem gera retornos de US$ 2 bilhões por ano, ao mesmo tempo em que evita a emissão de 10 milhões de toneladas de gases causadores do efeito estufa.
Subsídios
O Pnuma lembra que entre 1% e 2% do PIB global são destinados para subsídios considerados "insustentáveis", como o petróleo e outros combustíveis fósseis, que podem desaparecer no futuro. “A aplicação inadequada de capital está no centro dos atuais dilemas do mundo e há medidas rápidas que podem ser tomadas, começando hoje", afirmou Pavan Sukhdev, diretor da iniciativa Economia Verde, ao apresentar as propostas.
Responsabilidade dos governos locais
O estudo atribuiu aos governos locais a responsabilidade pelo desenvolvimento de políticas públicas inovadoras e capazes de viabilizar os investimentos. No entanto, o estudo sugere que a maior fatia dos recursos seja oriunda da iniciativa privada, e apenas complementada por montantes menores do dinheiro público.
"É evidente que devemos continuar a desenvolver e a fazer crescer as nossas economias. No entanto, esse desenvolvimento não pode acontecer à custa dos próprios sistemas de apoio à vida na terra, dos oceanos e da atmosfera que sustentam as nossas economias e, por conseguinte, as vidas de todos nós”, defendeu Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma.
Fonte:http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=312330&modulo=968
Consumismo gera lixo
Se você pensa que o efeito do consumismo diz respeito apenas a sua própria vida, se engana. O planeta inteiro é afetado.
Ícones de hoje, os eletrônicos também estão entre os primeiros itens de descarte. A vida de um eletrônico não termina quando nos desfazemos dele. A partir desse ponto, ele traça uma trajetória que pode interferir mais na vida do que quando estava em nossa estante. Quem joga luz nessa questão é Ângela Cássia Rodrigues, da FGVOnline, que estuda a questão do lixo eletrônico há décadas.
BONS FLUIDOS: O que signifi ca lixo eletrônico?
ÂNGELA: Grandes e pequenos aparelhos eletrodomésticos, celulares, equipamentos de vídeo e som, equipamentos de informática, ferramentas, brinquedos, artefatos de iluminação e controle, descartados por seus usuários.
BF: Quais malefícios eles causam ao organismo e ao planeta?
AR: Esses produtos têm substâncias perigosas, como cádmio, mercúrio, chumbo, arsênio, berílio. Algumas delas podem levar ao câncer, outras provocam alergias e danos aos sistemas nervoso, endócrino e imunológico. E quando são descartados no lixo comum contaminam o solo e as águas subterrâneas, comprometem a qualidade da água e a saúde dos peixes. Calcula-se que até 2016 será gerado o total de 7,4 millhões de toneladas de lixo eletrônico.
BF: É possível reduzir todo esse descarte?
AR: Infelizmente, hoje, se quisermos optar por um consumo responsável desses produtos, não temos muitas alternativas. Na maioria das vezes, encontramos di3 culdade para prolongar seu uso. Os fabricantes, em alguns casos, descontinuam a produção de um determinado modelo, o que, com o tempo, di3 culta a obtenção de peças de reposição. Além disso, o custo do conserto geralmente é alto em relação a um aparelho novo.
BF: Então o que podemos fazer com o lixo eletrônico que descartamos?
AR: Existem algumas opções, mas ainda estamos trilhando um caminho. Comparativamente, temos poucos casos de coleta e reciclagem de lixo eletrônico. Alguns exemplos: os fabricantes estão obrigados a recolher pilhas e baterias por meio de uma rede de coleta. Para quem utiliza lâmpadas 7 uorescentes, existem algumas empresas que fazem a reciclagem, mas cobram por esse serviço, assim como outras que reciclam eletroeletrônicos. É possível, ainda, doar seu computador antigo. Mas a maior parte das empresas só os aceita se estiverem em bom estado de uso e se o modelo ainda for atual. A situação não é animadora.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/conteudo_278998.shtml
Ícones de hoje, os eletrônicos também estão entre os primeiros itens de descarte. A vida de um eletrônico não termina quando nos desfazemos dele. A partir desse ponto, ele traça uma trajetória que pode interferir mais na vida do que quando estava em nossa estante. Quem joga luz nessa questão é Ângela Cássia Rodrigues, da FGVOnline, que estuda a questão do lixo eletrônico há décadas.
BONS FLUIDOS: O que signifi ca lixo eletrônico?
ÂNGELA: Grandes e pequenos aparelhos eletrodomésticos, celulares, equipamentos de vídeo e som, equipamentos de informática, ferramentas, brinquedos, artefatos de iluminação e controle, descartados por seus usuários.
BF: Quais malefícios eles causam ao organismo e ao planeta?
AR: Esses produtos têm substâncias perigosas, como cádmio, mercúrio, chumbo, arsênio, berílio. Algumas delas podem levar ao câncer, outras provocam alergias e danos aos sistemas nervoso, endócrino e imunológico. E quando são descartados no lixo comum contaminam o solo e as águas subterrâneas, comprometem a qualidade da água e a saúde dos peixes. Calcula-se que até 2016 será gerado o total de 7,4 millhões de toneladas de lixo eletrônico.
BF: É possível reduzir todo esse descarte?
AR: Infelizmente, hoje, se quisermos optar por um consumo responsável desses produtos, não temos muitas alternativas. Na maioria das vezes, encontramos di3 culdade para prolongar seu uso. Os fabricantes, em alguns casos, descontinuam a produção de um determinado modelo, o que, com o tempo, di3 culta a obtenção de peças de reposição. Além disso, o custo do conserto geralmente é alto em relação a um aparelho novo.
BF: Então o que podemos fazer com o lixo eletrônico que descartamos?
AR: Existem algumas opções, mas ainda estamos trilhando um caminho. Comparativamente, temos poucos casos de coleta e reciclagem de lixo eletrônico. Alguns exemplos: os fabricantes estão obrigados a recolher pilhas e baterias por meio de uma rede de coleta. Para quem utiliza lâmpadas 7 uorescentes, existem algumas empresas que fazem a reciclagem, mas cobram por esse serviço, assim como outras que reciclam eletroeletrônicos. É possível, ainda, doar seu computador antigo. Mas a maior parte das empresas só os aceita se estiverem em bom estado de uso e se o modelo ainda for atual. A situação não é animadora.
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/conteudo_278998.shtml
domingo, 23 de janeiro de 2011
Degradação ambiental compromete curso das águas
23/1/2011
Com um passado de glória, o Rio Acaraú hoje vive em alerta contra a poluição, desmatamento e extinção de espécies
Monsenhor Tabosa. Um rio morto. Esta foi a constatação que diversos estudiosos, pesquisadores e moradores do Rio Acaraú fizeram sobre ele. O lixo e o assoreamento, decorrente do desmatamento da mata ciliar e da retirada da calha, são os dois "bichos-papões" do rio.
Este gigante de 375km de extensão, no entanto, sobrevive e faz viver muitas famílias, Municípios, animais, matas e a Zona Norte, como pode ser visto no percurso da nascente à foz. Ele é também o principal da bacia hidrográfica que leva seu nome.
Surge timidamente. A cada gota de água brotada do chão ou caída sobre as pedras próximas às nascentes, o Rio Acaraú vai tomando sua forma. Suas duas nascentes estão localizadas na Serra das Matas, no Município de Monsenhor Tabosa, a 306km de Fortaleza. O local é considerado o ponto mais alto do Estado, com 1.145m de altitude.
O primeiro trecho do leito do Acaraú já foi sinônimo de fartura, devido a sua boa água para cultivo. "Há 40 e poucos anos era tudo lindo. Engenhos de cana, plantações de banana. Hoje não se planta mais nada, ´tá´ tudo devastado", conta o comerciante Fernando Ferreira de Melo. Sua queixa se repete ao longo do Acaraú.
Em estudo realizado pelos professores Marcos José Nogueira de Sousa e Maria Lúcia Brito da Cruz, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), "Análise geoambiental e mapeamento das áreas degradadas susceptíveis à desertificação na Bacia Hidrográfica do Acaraú", é constatado que "a especulação imobiliária, o desenvolvimento do turismo e da carcinicultura, o crescimento desordenado dos núcleos populacionais, o incremento agroindustrial, o manejo de irrigação nos agropólos - perímetros irrigados - como Araras Norte e Baixo Acaraú, a incorporação de terras para agricultura, desmatamento, ablação dos solos e a desertificação estão entre os principais problemas de degradação ambiental".
A professora e pesquisadora Maria das Graças Farias Medeiros, filha de Tamboril, testemunhou o tempo de glória da sua região por conta das águas do Acaraú. Agora se debruça em trabalhos de pesquisa e sociais para resgatar o rio. "Quando a tâmara florescia, indicava um bom inverno. A gente tinha um rio verde e hoje é mais plantação de capim", afirmou.
As cenas de devastação não se restringem, no entanto, à plantação de capim. Além dela, queimadas nas margens, retirada desordenada de areia, muito esgoto despejado nas águas do Acaraú preocupam moradores e gestores.
Nos 13 Municípios visitados, a realidade do rio é a mesma, e em alguns casos pioram devido às atividades econômicas e práticas desordenadas. Em Tamboril, na passagem molhada que corta a cidade, a água não passa por lá, decorrente da destruição e também da estiagem do ano que findou.
Em Varjota, onde está localizado o principal reservatório da Bacia Hidrográfica do Acaraú, o Açude Paulo Sarasate, o assoreamento também já prejudica a atuação do açude conhecido como Araras. O reservatório perdeu 15% de sua capacidade devido ao fenômeno. O "Araras" é responsável por tornar o Rio Acaraú perene.
Apesar da grande quantidade de macrófitas no espelho d´água, em Sobral, e uma das margens do rio está coberta de lixo e de esgoto sendo despejado diretamente no Acaraú, o diretor técnico da Saae, José Alberto Rodrigues de Andrade, afirmou que "o esgoto que cai no Rio hoje é das lagoas de tratamento. Não é água potável, mas serve para irrigação".
Com tantas mudanças no trato do rio, a consequência foi quase o total desaparecimento da mata ciliar e dos animais que viviam à sua margem. A vegetação predominante é a Caatinga. A mata ciliar que resta no Acaraú pode ser vista na margem do leito do médio e baixo curso do rio. Durante as cheias, muitos Municípios sofrem com inundações e enchentes devido à descaracterização do leito dos rios. A água vem descendo e, não encontrando seu caminho, ocupa outros espaços.
Quanto aos animais , há registro de papagaios, preás, canários, cutia, guaxinim, onça, raposa, veado, caititu, jacu, seriema, garças, afora os peixes e mariscos. Infelizmente, a incidência desses bichos têm caído a cada dia. "A gente encontra ainda, mas é difícil porque estão todos em extinção", contou o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Acaraú (CBHA), Alexandre Bessa Cavalcante.
No estuário - espaço em que o rio se encontra com o mar -, preferencialmente nos bancos de areia e canais que fazem intercomunicação com o apicum, a extração de mariscos é feita diariamente pelas famílias. Lá são encontrados unha de velho, búzios (Anomalocardia brasiliana), concha e intã (Donax striatus). (E.L.)
Os problemas encontrados na Bacia Acaraú
A bacia do Rio Acaraú apresenta uma significativa diversidade ambiental, incluindo enclaves de serras úmidas, sertões, vales e ambientes litorâneos. Alguns problemas ambientais e de impactos negativos são comuns a esses ecossistemas. Outros adquirem peculiaridades próprias de cada um.
Dentre os problemas, destacam-se: desmatamentos desordenados, degradação da biodiversidade, erosão dos solos, queimadas, caça predatória, degradação de nascentes fluviais, deterioração do patrimônio natural, desequilíbrios ecológicos, expansão da desertificação, poluição dos solos e dos recursos hídricos, a degradação dos manguezais na área estuarina, degradação das matas ciliares das várzeas e das matas úmidas nas serras; expansão dos processos de desertificação nos sertões.
Eles afligem quase toda a população da bacia e têm sérias repercussões na qualidade de vida das populações rural e urbana. Nas ações a serem empreendidas, as propostas de curto, médio e longo prazos devem ser implementadas para a prevenção e recuperação das áreas mais vulneráveis às secas e à degradação ambiental; estimular a organização dos comitês de bacias para melhor gerir as disponibilidades dos recursos hídricos; incentivar as práticas de educação ambiental; contribuir, enfim, para a articulação entre órgãos governamentais e não governamentais, visando um estilo de desenvolvimento compatível com as necessidades de conservação ambiental e com equidade social desta que é a segunda bacia hidrográfica mais importante do Ceará.
*Geógrafo, doutor em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (USP) e professor titular da Uece. Atua na área de Geociências, com ênfase em Geomorfologia. É um dos autores da pesquisa "Diagnóstico Geoambiental da bacia hidrográfica semiárida do Rio Acaraú: subsídios aos estudos
sobre desertificação".
Fonte http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=921068
Com um passado de glória, o Rio Acaraú hoje vive em alerta contra a poluição, desmatamento e extinção de espécies
Monsenhor Tabosa. Um rio morto. Esta foi a constatação que diversos estudiosos, pesquisadores e moradores do Rio Acaraú fizeram sobre ele. O lixo e o assoreamento, decorrente do desmatamento da mata ciliar e da retirada da calha, são os dois "bichos-papões" do rio.
Este gigante de 375km de extensão, no entanto, sobrevive e faz viver muitas famílias, Municípios, animais, matas e a Zona Norte, como pode ser visto no percurso da nascente à foz. Ele é também o principal da bacia hidrográfica que leva seu nome.
Surge timidamente. A cada gota de água brotada do chão ou caída sobre as pedras próximas às nascentes, o Rio Acaraú vai tomando sua forma. Suas duas nascentes estão localizadas na Serra das Matas, no Município de Monsenhor Tabosa, a 306km de Fortaleza. O local é considerado o ponto mais alto do Estado, com 1.145m de altitude.
O primeiro trecho do leito do Acaraú já foi sinônimo de fartura, devido a sua boa água para cultivo. "Há 40 e poucos anos era tudo lindo. Engenhos de cana, plantações de banana. Hoje não se planta mais nada, ´tá´ tudo devastado", conta o comerciante Fernando Ferreira de Melo. Sua queixa se repete ao longo do Acaraú.
Em estudo realizado pelos professores Marcos José Nogueira de Sousa e Maria Lúcia Brito da Cruz, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), "Análise geoambiental e mapeamento das áreas degradadas susceptíveis à desertificação na Bacia Hidrográfica do Acaraú", é constatado que "a especulação imobiliária, o desenvolvimento do turismo e da carcinicultura, o crescimento desordenado dos núcleos populacionais, o incremento agroindustrial, o manejo de irrigação nos agropólos - perímetros irrigados - como Araras Norte e Baixo Acaraú, a incorporação de terras para agricultura, desmatamento, ablação dos solos e a desertificação estão entre os principais problemas de degradação ambiental".
A professora e pesquisadora Maria das Graças Farias Medeiros, filha de Tamboril, testemunhou o tempo de glória da sua região por conta das águas do Acaraú. Agora se debruça em trabalhos de pesquisa e sociais para resgatar o rio. "Quando a tâmara florescia, indicava um bom inverno. A gente tinha um rio verde e hoje é mais plantação de capim", afirmou.
As cenas de devastação não se restringem, no entanto, à plantação de capim. Além dela, queimadas nas margens, retirada desordenada de areia, muito esgoto despejado nas águas do Acaraú preocupam moradores e gestores.
Nos 13 Municípios visitados, a realidade do rio é a mesma, e em alguns casos pioram devido às atividades econômicas e práticas desordenadas. Em Tamboril, na passagem molhada que corta a cidade, a água não passa por lá, decorrente da destruição e também da estiagem do ano que findou.
Em Varjota, onde está localizado o principal reservatório da Bacia Hidrográfica do Acaraú, o Açude Paulo Sarasate, o assoreamento também já prejudica a atuação do açude conhecido como Araras. O reservatório perdeu 15% de sua capacidade devido ao fenômeno. O "Araras" é responsável por tornar o Rio Acaraú perene.
Apesar da grande quantidade de macrófitas no espelho d´água, em Sobral, e uma das margens do rio está coberta de lixo e de esgoto sendo despejado diretamente no Acaraú, o diretor técnico da Saae, José Alberto Rodrigues de Andrade, afirmou que "o esgoto que cai no Rio hoje é das lagoas de tratamento. Não é água potável, mas serve para irrigação".
Com tantas mudanças no trato do rio, a consequência foi quase o total desaparecimento da mata ciliar e dos animais que viviam à sua margem. A vegetação predominante é a Caatinga. A mata ciliar que resta no Acaraú pode ser vista na margem do leito do médio e baixo curso do rio. Durante as cheias, muitos Municípios sofrem com inundações e enchentes devido à descaracterização do leito dos rios. A água vem descendo e, não encontrando seu caminho, ocupa outros espaços.
Quanto aos animais , há registro de papagaios, preás, canários, cutia, guaxinim, onça, raposa, veado, caititu, jacu, seriema, garças, afora os peixes e mariscos. Infelizmente, a incidência desses bichos têm caído a cada dia. "A gente encontra ainda, mas é difícil porque estão todos em extinção", contou o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Acaraú (CBHA), Alexandre Bessa Cavalcante.
No estuário - espaço em que o rio se encontra com o mar -, preferencialmente nos bancos de areia e canais que fazem intercomunicação com o apicum, a extração de mariscos é feita diariamente pelas famílias. Lá são encontrados unha de velho, búzios (Anomalocardia brasiliana), concha e intã (Donax striatus). (E.L.)
Os problemas encontrados na Bacia Acaraú
A bacia do Rio Acaraú apresenta uma significativa diversidade ambiental, incluindo enclaves de serras úmidas, sertões, vales e ambientes litorâneos. Alguns problemas ambientais e de impactos negativos são comuns a esses ecossistemas. Outros adquirem peculiaridades próprias de cada um.
Dentre os problemas, destacam-se: desmatamentos desordenados, degradação da biodiversidade, erosão dos solos, queimadas, caça predatória, degradação de nascentes fluviais, deterioração do patrimônio natural, desequilíbrios ecológicos, expansão da desertificação, poluição dos solos e dos recursos hídricos, a degradação dos manguezais na área estuarina, degradação das matas ciliares das várzeas e das matas úmidas nas serras; expansão dos processos de desertificação nos sertões.
Eles afligem quase toda a população da bacia e têm sérias repercussões na qualidade de vida das populações rural e urbana. Nas ações a serem empreendidas, as propostas de curto, médio e longo prazos devem ser implementadas para a prevenção e recuperação das áreas mais vulneráveis às secas e à degradação ambiental; estimular a organização dos comitês de bacias para melhor gerir as disponibilidades dos recursos hídricos; incentivar as práticas de educação ambiental; contribuir, enfim, para a articulação entre órgãos governamentais e não governamentais, visando um estilo de desenvolvimento compatível com as necessidades de conservação ambiental e com equidade social desta que é a segunda bacia hidrográfica mais importante do Ceará.
*Geógrafo, doutor em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (USP) e professor titular da Uece. Atua na área de Geociências, com ênfase em Geomorfologia. É um dos autores da pesquisa "Diagnóstico Geoambiental da bacia hidrográfica semiárida do Rio Acaraú: subsídios aos estudos
sobre desertificação".
Fonte http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=921068
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Governo quer algumas obras sem licença
Depois de reconhecer como área ''deixada a desejar'' na gestão anterior, a primeira medida do governador Cid Gomes, em relação ao meio ambiente, foi encaminhar mensagem à Assembleia sobre dispensas de licenciamento
Em meio a 26 mensagens com mudanças para o segundo mandato de Cid Gomes (PSB) que tramitam desde ontem na Assembleia Legislativa, está uma polêmica mudança na política ambiental. Um projeto do Executivo, que deve ser votado em regime de urgência, dispensa licenciamento ambiental em obras do Governo do Estado.
Acelerando a montagem da estrutura da nova gestão, Cid “suspendeu” as férias dos deputados estaduais para que eles votem, até o dia 28 deste mês, as medidas referentes à reorganização da administração.
Entre elas, o projeto sobre licenciamento. Pelo texto do Executivo, ficam dispensadas do licenciamento ambiental obras como estação de tratamento de água, sistema de abastecimento de água, habitação de interesse social, passagem molhada sem barragem de recurso hídrico, aterro sanitário, restauração de vias e implantação de estradas, custeio e investimento agropecuários, dentre outros casos.
A licença, segundo a proposta do Governo, nesses casos, ficaria a cargo do presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam). No caso, o deputado federal não-reeleito Paulo Henrique Lustosa (PMDB).
Tal proposta pode indicar aspectos da política de meio ambiente do segundo mandado de Cid, que já reconheceu ter “deixado muito a desejar” no primeiro mandato.
A medida é vista com desconfiança pelo ambientalista João Saraiva. “Sou radicalmente contra abrir um precedente para dispensa de licenciamento ambiental”.
Ele alega que catástrofes na natureza, como se observa no Rio de Janeiro nos últimos dias são em decorrência de construções sem critérios ambientais. “O discurso do governador no segundo mandato é de reconhecer que a questão ambiental fica no segundo plano”.
Pouco tempo
O deputado estadual Heitor Férrer (PDT) ponderou avaliações sobre os projetos encaminhados para a Casa, mas adiantou que hoje deverá se posicionar sobre as propostas de Cid, criticando o curto período de tempo para discussão e votação dos projetos. “São 26 mensagens para dez dias. A sociedade não tem como apurar e maturar essas mudanças”, disse o opositor.
Vice-líder do Governo, o deputado estadual Roberto Cláudio (PSB) defendeu que as propostas têm de ser votadas com urgência para que o Governo possa implementar as novas atividades previstas para esta gestão.
E agora
ENTENDA A NOTÍCIA
Para ambientalistas, dispensar licenciamento ambiental para obras como habitação de interesse social e passagens molhadas, pode abrir precedentes para que se tenha o mesmo procedimento em obras privadas.
Em meio a 26 mensagens com mudanças para o segundo mandato de Cid Gomes (PSB) que tramitam desde ontem na Assembleia Legislativa, está uma polêmica mudança na política ambiental. Um projeto do Executivo, que deve ser votado em regime de urgência, dispensa licenciamento ambiental em obras do Governo do Estado.
Acelerando a montagem da estrutura da nova gestão, Cid “suspendeu” as férias dos deputados estaduais para que eles votem, até o dia 28 deste mês, as medidas referentes à reorganização da administração.
Entre elas, o projeto sobre licenciamento. Pelo texto do Executivo, ficam dispensadas do licenciamento ambiental obras como estação de tratamento de água, sistema de abastecimento de água, habitação de interesse social, passagem molhada sem barragem de recurso hídrico, aterro sanitário, restauração de vias e implantação de estradas, custeio e investimento agropecuários, dentre outros casos.
A licença, segundo a proposta do Governo, nesses casos, ficaria a cargo do presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam). No caso, o deputado federal não-reeleito Paulo Henrique Lustosa (PMDB).
Tal proposta pode indicar aspectos da política de meio ambiente do segundo mandado de Cid, que já reconheceu ter “deixado muito a desejar” no primeiro mandato.
A medida é vista com desconfiança pelo ambientalista João Saraiva. “Sou radicalmente contra abrir um precedente para dispensa de licenciamento ambiental”.
Ele alega que catástrofes na natureza, como se observa no Rio de Janeiro nos últimos dias são em decorrência de construções sem critérios ambientais. “O discurso do governador no segundo mandato é de reconhecer que a questão ambiental fica no segundo plano”.
Pouco tempo
O deputado estadual Heitor Férrer (PDT) ponderou avaliações sobre os projetos encaminhados para a Casa, mas adiantou que hoje deverá se posicionar sobre as propostas de Cid, criticando o curto período de tempo para discussão e votação dos projetos. “São 26 mensagens para dez dias. A sociedade não tem como apurar e maturar essas mudanças”, disse o opositor.
Vice-líder do Governo, o deputado estadual Roberto Cláudio (PSB) defendeu que as propostas têm de ser votadas com urgência para que o Governo possa implementar as novas atividades previstas para esta gestão.
E agora
ENTENDA A NOTÍCIA
Para ambientalistas, dispensar licenciamento ambiental para obras como habitação de interesse social e passagens molhadas, pode abrir precedentes para que se tenha o mesmo procedimento em obras privadas.
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