quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia do Planeta Terra

Em breve: Earth Day!

Em um único dia, milhares de ligações. Todas sobre as mudanças climáticas. Para quem? Ninguém menos do que para os governadores de seus países, estados e cidades.

A idéia do Earth Day é que o mundo inteiro faça o mesmo no dia 22 de abril, ou seja, pegar o telefone e cobrar os governantes por uma moratória da queima de carvão, pelo uso de energias renováveis e por construções mais eficientes.

Diversos eventos voltados ao meio ambiente aconteceram nesse dia ao redor do mundo. Nova Iorque, Tokyo, Buenos Aires, Sydney e Barcelona são alguns dos exemplos de locais onde poderão ser vistos shows e outros eventos voltados ao Dia da Terra.

Por que no dia 22 de abril? Foi nesta data que o senador estadunidense Gaylord Nelson fundou, em 1970, a comemoração no país para que a discussão sobre o meio ambiente se tornasse algo nacional. Denis Hayes, então estudante da Harvard, foi chamado para organizar os eventos. Nesse ano, cerca de 20 milhões de pessoas participaram das atividades. Hoje, acredita-se que aproximadamente 500 milhões de cidadãos de todo o mundo fazem algo pelo meio ambiente nessa data.

A mesma organização que promove as celebrações desenvolveu também o Global Water Network, um site para conscientizar o público sobre os problemas com a água e para gerar fundos e patrocínios para projetos de tratamento desse recurso e de ampliação do saniamento básico. O dinheiro arrecado, então, é destinado para Ongs da América do Sul, África e Oriente Médio.

Não se esqueça: no dia 22 de abril, pegue o telefone, ligue para os seus representantes e cobre políticas que ajudem o meio ambiente.

LEIA TAMBÉM: Uma reflexão sobre o Dia da Terra

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/79773_post.shtml

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ave em extinção


Dia de campo divulga habitat de espécie rara

21/4/2010

Observar o pássaro Soldadinho-do-Araripe em seu habitat é atração que já tem admiradores na região do Cariri

Juazeiro do Norte. Admiradores de pássaros tiveram oportunidade rara no sopé da Chapada do Araripe. Puderam apreciar uma das espécies de rara beleza, que corre o risco de extinção, o Soldadinho-do-Araripe, durante atividade de observação em campo que aliou o turismo e a conscientização ambiental. A Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) promoveu a observação de aves no Geosítio Riacho do Meio, na cidade de Barbalha. O evento contou com o apoio das entidades internacionais BirdLife International, Royal Society for the Protection of Birds e Geopark Araripe.

Esta é a primeira vez que a população local tem a oportunidade de participar de uma atividade do gênero de forma organizada. Foram cerca de 15 participantes, pessoas ligadas a órgãos ambientais e admiradores da natureza. Mesmo assim, o biólogo Weber Girão, que também é vice-presidente da entidade, dedicada à preservação da biodiversidade e uso responsável dos recursos naturais da região Nordeste, afirma que o número de participantes esteve acima do convencional, já que para esse tipo de atividade tem que ser uma quantidade reduzida.

Ele ressalta que embora o Cariri receba turistas do Brasil e de outros países com o único objetivo da observação de aves, se decidiu fazer esse trabalho no sentido de levar ao conhecimento das pessoas a riqueza da biodiversidade e do próprio habitat do pássaro.

No início deste ano, uma pesquisa apresentada pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, classificou a ave do Araripe em estado crítico de perigo de extinção, junto com algumas espécies brasileiras, na mesma situação. A classificação trata-se do último nível antes do desaparecimento na natureza. No caso do Soldadinho-do-Araripe, há outro fator importante: a possível extinção dessas aves está diretamente ligada a questão hídrica, já que fontes de água na área da Chapada estão desaparecendo.

Plano de conservação

A Aquasis desenvolve um Plano de Conservação com o Soldadinho-do-Araripe. O pássaro tem como habitat áreas de encosta da Chapada do Araripe, nos municípios do Crato, Barbalha e Missão Velha. Recentemente foi realizado encontro, no Crato, a fim de traçar novas estratégias de ação.

Weber afirma que a observação de aves é uma atividade que vem atraindo cada vez mais adeptos no mundo todo, por requerer principalmente o interesse do praticante e não demandar grandes gastos com equipamento, apenas um binóculo e atenção aos movimentos. Mas, tanto para aquele que utiliza somente os sentidos da visão e da audição, quanto para o que investe dinheiro na prática do lazer, ele explica que o importante é a preservação do animal em seu ambiente natural.

O objetivo da Aquasis com o evento foi formar um grupo de observadores de aves livres na região do Cariri. Ele ressalta que a quantidade de participantes poderia perturbar os pássaros. No entanto, o biólogo reforça que, havendo interessados, poderão ser formados novos grupos. O Riacho do Meio constitui um espaço importante da área da Chapada do Araripe, onde foram desenvolvidas as atividades, levando ao conhecimento das pessoas a importância da preservação do local, para a sobrevivência das espécies. A ave foi descoberta no ano de 1996.

Conforme Weber, é uma das 14 espécies de aves ameaçadas de extinção encontradas no Ceará. Ele explica ser o Soldadinho-do-Araripe a única ave naturalmente endêmica do Ceará. A conservação dessa espécie já seria um símbolo para identificar o trabalho de proteção da natureza no Estado.

"A observação de aves pode ser uma excelente alternativa, pois o impacto ambiental é praticamente nulo e promove o envolvimento das pessoas com a natureza em liberdade", explica o biólogo. A região da Chapada do Araripe é um tipo de Meca dos observadores de aves que visitam o Brasil, pois abriga 280 espécies de aves aproximadamente, tendo o Soldadinho-do-Araripe como seu maior atrativo.

Extinção

"O uso de gaiolas é extremamente nociva ao meio ambiente, levando algumas espécies à extinção"
Weber Girão
Biólogo

MAIS INFORMAÇÕES
Aquasis
Praia de Iparana s/n, Caucaia
aquasis@aquasis.org
www.aquasis.org; (85) 3318.4911

RISCO DE EXTINÇÃO

Ave é a mais ameaçada do Estado

Juazeiro do Norte.
A ave-símbolo do Ceará, o Soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermanni), é a mais ameaçada de extinção no Estado. O pássaro foi descoberto em 1996 por Galileu Coelho e Weber Silva, sendo incluída, em 2000, na lista global de espécies ameaçadas da ONG BirdLife International.

A ONG classifica a ave como "Criticamente em Perigo", considerado o nível mais grave antes da extinção na natureza. Em 2003, passou a constar na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção. Segundo Weber, o Soldadinho-do-Araripe encontra-se ameaçado por habitar as raras florestas úmidas nas encostas da Chapada, que somam apenas 28Km.

Atualmente, Weber reside na região do Cariri para iniciar projeto de pesquisa sobre o pássaro, dentro do programa de preservação.

Reprodução

O pássaro se reproduz sobre a água, onde se concentram os frutos dos quais depende para sobreviver. Os ainda fartos recursos hídricos fazem da região do Cariri um tipo de oásis em meio ao sertão, sendo a principal riqueza natural que permite esta região ser considerada o celeiro do Ceará.

A relação íntima do Soldadinho-do-Araripe com as águas torna esta espécie um símbolo para a conservação na natureza, promovendo o envolvimento da sociedade local na gestão e proteção dos recursos naturais vitais para todos.

O Projeto Soldadinho-do-Araripe tem como uma de suas principais metas desenvolver grupos de observadores de aves com a população local, incentivando para os cuidados com o ecossistema.

As observações deverão ocorrer aos sábados, em diferentes locais, estando também previstas atividades para a comemoração dos 64 anos da Floresta Nacional do Araripe, durante os dias 28 e 30.

O grupo de observadores conta com binóculos e lunetas doadas pela Sociedade Real para a Proteção das Aves. O Projeto Soldadinho-do-Araripe é mantido com recursos do programa de prevenção de extinções da entidade britânica BirdLife International.

Elizângela Santos
Repórter

Fonte:http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=771832

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Crise no planeta terra 2010

Veja os maiores terremotos deste ano pelo mundo

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da Reportagem Local

Uma série de terremotos atingiu entre terça-feira e quarta-feira a região da Província de Qinghai, na China, deixando ao menos 400 mortos e outros 10 mil feridos. O mais forte dos tremores teve magnitude 6,9, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitora a atividade sísmica mundial.

Veja outros terremotos de grande magnitude que atingiram o mundo neste ano:

12 de janeiro:

Um terremoto devastador de magnitude 7 atingiu a região da capital do Haiti, Porto Príncipe, deixando mais de 230 mil mortos e 2 milhões de desabrigados.

27 de fevereiro:

Um tremor de magnitude 8,8 devastou o centro-sul do Chile e causou vários tsunamis na pior tragédia do tipo desde 1950. Segundo o balanço mais recente do governo, foram 486 mortos e 79 desaparecidos no tremor, que deixou ainda mais de 2 milhões de pessoas e causando danos materiais estimados em US$ 30 bilhões (R$ 53,8 bilhões).

4 de março:

Um terremoto de magnitude 6,4 atinge Taiwan, sem deixar vítimas.

6 de março:

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sudoeste de Sumatra, na Indonésia, sem deixar vítimas.

8 de março:

Um tremor de magnitude 6 registrado deixou ao menos 41 mortos em Elazig, na Turquia, onde causou o desabamento de dezenas de casas de pedra e barro em uma Província remota.

14 de março:

Um terremoto de magnitude 6,6 atinge o noroeste do Japão e é sentido em várias cidades da região. Não há vítimas.

No mesmo dia, um terremoto de magnitude 7 causa pânico nos moradores do leste da Indonésia, mas não causa alertas de tsunami ou vítimas.

25 de março:

Um terremoto de magnitude 6,1 atinge as Filipinas sem deixar vítimas ou danos materiais.

O tremor, que teve epicentro no mar, ao norte do estreito de Mindoro e a 72,4 quilômetros de profundidade, foi sentido na capital, Manila.

4 de abril:

O tremor de magnitude 7,2, com epicentro a 60 quilômetros da fronteira mexicana com os EUA, foi sentido nos Condados de San Diego, Orange, Imperial e Riverside, além de atingir levemente edifícios em locais mais distantes, como em Los Angeles.

O terremoto no México foi o terceiro de grande intensidade ocorrido na América no último trimestre, após o de 7 graus que devastou o Haiti em janeiro o de 8,8 que atingiu o sul e o centro do Chile em fevereiro.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u720570.shtml

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Terremoto na china

Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 14/4/2010 8:24

Terremoto na China deixa cerca de 400 mortos

Cerca de 400 pessoas morreram e 10 mil ficaram feridas no terremoto de 7,1 graus de magnitude que atingiu nesta quarta-feira a remota província de Qinghai, no noroeste da China, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

O terremoto atingiu a região montanhosa, próxima à fronteira com o Tibete, de manhã cedo, hora local, quando muitas vítimas estavam em casa.

Segundo a mídia chinesa, autoridades do condado de Yushu, uma área próxima ao epicentro, disseram que mais de 85% dos prédios da região foram derrubados pelo tremor.

O epicentro atingiu o vilarejo de Rima. Segundo as autoridades locais, trata-se de uma região de pastos, com baixa densidade populacional, a 50 quilômetros de Jiegu, onde fica o governo de Yushu.

A capital da província, Xining, fica a 800 quilômetros de distância.

Outros tremores secundários foram registrados depois do sismo.

Resgate

As autoridades chinesas enviaram tropas e equipes de resgate para a área, mas segundo o correspondente da BBC em Pequim, Damian Grammaticas, o trabalho será difícil, já que a região é muito remota e não conta com nenhum aeroporto nos arredores.

Um morador da região disse à agência de notícias Reuters que ainda há pessoas presas sob os escombros. Os moradores e funcionários da autoridade local tentam ajudar os soterrados.

"Muitos estudantes ficaram presos sob os escombros de uma escola vocacional derrubada", disse à Xinhua o assessor da Prefeitura Tibetana Autônoma de Yushu.

"Há feridos por toda a parte. Faltam barracas, equipamentos médicos, remédios e médicos."

O vice-diretor de notícias da estação de TV do condado de Yushu, Karsum Nyima, disse ao canal chinês CCTV que a destruição foi rápida.

"Todo mundo está fora, nas ruas, em frente de suas casas, tentando encontrar seus parentes", afirmou.

Há dois anos, em maio de 2008, a província chinesa de Sichuan sofreu um forte terremoto, que causou a morte de 87 mil pessoas. Entre as vítimas estavam milhares de estudantes de escolas primárias.

Cinco milhões de pessoas perderam suas casas no tremor e as autoridades estimaram que o trabalho de reconstrução levaria três anos.

Posteriormente, o governo puniu os responsáveis por compilar listas com o nome das vítimas e cidadãos que sugeriram que a baixa qualidade da construção das escolas havia contribuído para o alto número de mortos.

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terça-feira, 13 de abril de 2010

É ou não culpa da espécie humana

Humanidade não pode salvar o planeta, afirma criador da Teoria de Gaia

Mudar os hábitos para tentar salvar o planeta é "uma bobagem", na opinião de um dos mais conceituados especialistas em meio ambiente no mundo, o britânico James Lovelock, para quem a Terra, se for salva, será salva por ela mesma.

"Tentar salvar o planeta é bobagem, porque não podemos fazer isso. Se for salva, a Terra vai se salvar sozinha, que é o que sempre fez. A coisa mais sensível a se fazer é aproveitar a vida enquanto podemos", afirmou Lovelock em entrevista à BBC.

O cientista de 90 anos é autor da Teoria de Gaia, que considera o planeta como um superorganismo, no qual todas as reações químicas, físicas e biológicas estão interligadas e não podem ser analisadas separadamente.

Considerado um dos "mentores" do movimento ambientalista em todo o mundo a partir dos anos 1970, Lovelock é também autor de ideias polêmicas como a defesa do uso da energia nuclear como forma de restringir as emissões de carbono na atmosfera e combater as mudanças climáticas.

Gatilho

Para Lovelock, a humanidade não "decidiu aquecer o mundo deliberadamente", mas "puxou o gatilho", inadvertidamente, ao desenvolver sua civilização da maneira como conhecemos hoje.

"Com isso, colocamos as coisas em movimento", diz ele, acrescentando que as reações que ocorrem na Terra em consequência do aquecimento, entre elas a liberação de gases como dióxido de carbono e metano, são mais poderosas para produzir ainda mais aquecimento do que as próprias ações humanas.

Segundo ele, no entanto, o comportamento do clima é mais imprevisível do que pensamos e não segue necessariamente os modelos de previsão formulados pelos cientistas.

"O mundo não muda seu clima convenientemente de acordo com os modelos de previsões. Ele muda em saltos, como vemos. Não houve aumento das temperaturas em nenhum momento neste século. E tivemos agora um dos invernos mais frios em muito tempo em todo o hemisfério norte", diz Lovelock.

Energias renováveis

Durante a entrevista à BBC, o cientista britânico afirmou ainda não ver sentido na busca de alguns hábitos de consumo diferentes ou no desenvolvimento de energias renováveis como forma de conter as mudanças climáticas.

"Comprar um carro que consome muita gasolina não é bom porque custa muito dinheiro para manter, mas essa motivação é provavelmente mais sensata do que a de tentar salvar o planeta, que é uma bobagem", diz.

Para Lovelock, a busca por formas de energia renováveis é "uma mistura de ideologia e negócios", mas sem "uma boa engenharia prática por trás".

"A Europa tem essas enormes exigências sobre energias renováveis e subsídios para energia renovável. É um bom negócio, e não vai ser fácil parar com isso, mas não funciona de verdade", afirma.

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Opinião do Prof. Clairton Freitas, Eu particularmente não concordo, em partes, principalmente no ponto em que ele afirma que a terra, ela própria provoca mais aquecimento que a ação humana, e as atividades humanas onde fica nesta história, será que a grande emissão de CO2 causada pelo homem não influi nem contribui?

domingo, 11 de abril de 2010

mensagem

Quando a última árvore tiver caído,
quando o último rio tiver secado,
quando o último peixe for pescado,
vocês vão entender que dinheiro não se come.

sábado, 10 de abril de 2010

Mudanças climáticas - ONU

Por BBC, BBC Brasil, Última atualização: 5/2/2010 8:42

Chefe de painel do clima da ONU diz que relatório tinha apenas um erro

Chefe de painel do clima da ONU diz que relatório tinha apenas um erro

"Rajendra Pachauri"

Os erros revelados recentemente em um relatório da ONU sobre mudanças climáticas não invalidam os dados científicos que mostram a necessidade de ações para evitar as consequências dessas mudanças, segundo afirma o principal cientista responsável pelo documento.

Em entrevista à BBC, o indiano Rajendra Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), disse que o 4º relatório do órgão, divulgado em 2007, continha apenas um grande erro, mas que esse erro já foi admitido publicamente e corrigido.

O IPCC reconheceu no mês passado que o relatório havia se equivocado ao afirmar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035.

"Há claramente um erro que ocorreu, infelizmente, mas que reconhecemos e expressamos nosso arrependimento. Mas há uma grande quantidade de dados científicos lá. O relatório do IPCC é um grande trabalho, e acho que tudo o que dissemos lá é totalmente válido", afirmou Pachauri antes da Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável do IPCC, iniciada nesta sexta-feira em Nova Déli.

"Nós mostramos claramente que os impactos das mudanças climáticas, se não fizermos nada, vão se tornar progressivamente mais sérios. Não é só uma questão de aquecimento, é também a ocorrência de problemas com eventos climáticos extremos com um grande impacto na sociedade", afirmou o cientista da ONU.

Críticas pessoais

Pachauri foi pessoalmente criticado sobre sua conduta no caso, por não ter tomado providências apesar de ter supostamente tomado conhecimento do erro no relatório antes da cúpula global sobre o clima em Copenhague, em dezembro.

O presidente do IPCC rebateu durante a entrevista as pressões para sua renúncia, afirmando que as polêmicas que o envolvem não devem desviar a atenção sobre o debate central em relação às mudanças climáticas.

"Não acho que o mundo vai se distrair (da discussão central). Não acho que a comunidade científica vai se distrair", afirmou.

Pachauri rebateu ainda as acusações de que teria se beneficiado financeiramente do comércio de crédito de carbono com empresas privadas por meio de sua posição como presidente do Instituto de Pesquisas Energéticas (Teri, na sigla em inglês).

Segundo ele, todo o dinheiro que ele recebe com seu trabalho de consultoria para empresas privadas é revertido ao instituto, que é uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de levar energia solar a pessoas sem acesso a energia elétrica.

"Nem um centavo (dos pagamentos por seu trabalho de consultoria privada) vai para o meu bolso", afirmou.

Cúpulas

A reunião de Nova Déli é a primeira conferência mundial sobre mudanças climáticas desde o fracasso da cúpula global de Copenhague, no ano passado, que falhou em conseguir um acordo mundial para cortes nas emissões de gases para o combate às mudanças climáticas.

Os negociadores da ONU esperam que um acordo global possa ser alcançado até a próxima grande cúpula sobre o clima, programada para o final do ano na Cidade do México.

Porém muitos temem que as polêmicas envolvendo os erros cometidos pelo IPCC e a conduta pessoal de Pachauri possam alimentar os argumentos daqueles que consideram "alarmistas" as recomendações dos relatórios da ONU.

No final do ano passado, o IPCC já havia rebatido acusações de que dados coletados pela Unidade de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha, teriam sido manipulados após o vazamento de centenas de e-mails trocados por pesquisadores da universidade e de outras instituições sugerindo que dados que contrariavam a teoria de que o aquecimento global é resultado de ações humanas estariam sendo descartadas.

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